15 de Janeiro de 2026

Autor: João Henrique Couto Scotto

Um Brasil sem Paralelo: o Fim do Império com golpe, proclamação e continuidade da exclusão do povo

Praça da Matriz de Porto Alegre/RS

15 de novembro de 1889

Eu gosto de visitar a Praça da Matriz, em Porto Alegre/RS, cujo nome oficial é Praça Marechal Deodoro da Fonseca. Além disso, assim como Brasília, nesta praça estão localizados os Palácios de Justiça, o Farroupilha (Assembleia) e o Piratini (governo do Estado). Claro que, além desses prédios institucionais, a praça é cercada pelo Teatro São Pedro (o mais tradicional do estado) e pela Igreja da Matriz, talvez a igreja mais imponente da região. Mas, além disso, gosto de levar os estudantes para um monumento bem peculiar localizado nesta praça, que é o Monumento Júlio de Castilhos. Ali, nós tiramos fotos, mas também observamos a simbologia desse monumento, marcado por uma forte ideologia republicana; afinal de contas, esse monumento é símbolo da passagem de um país imperial para um republicano. Neste artigo, gostaria de debater um pouco mais essa passagem tão importante para o debate histórico brasileiro.

O que não devamos entender – uma interpretação paralela desta passagem

Eu gostaria de começar por um debate sobre o que não devamos entender sobre a Proclamação da República e, para isso, gostaria de debater a análise do principal produtor revisionista da atualidade brasileira – o Brasil Paralelo.
O debate central, tanto nos artigos quanto nos vídeos do Brasil Paralelo, não é o de negar o evento histórico da Proclamação ou a narrativa mais disseminada sobre o tema existente. Sobre esse evento, há uma clara posição de transformar o processo de Proclamação da República num evento golpista, contrário à monarquia e ao povo brasileiro, promovido por uma ideologia positivista que inseriria o caráter racional e tecnocrata na administração do país. Aqui eles sugerem que esses elementos foram os responsáveis por um apagamento histórico da monarquia e do entendimento de que havia elementos positivos no Império do Brasil; ou seja, há uma tendência em valorizar o Brasil imperial e alguns elementos presentes nessa forma de governo como resgate de um passado como exemplo para o presente. E aqui não reforço essa ideia de resgatar um passado glorioso e recolocar o Brasil num caminho para um avanço político, econômico e social futuro: o Brasil Império não trilhava esse “caminho para o sucesso”, e foram as conjunturas do seu tempo que promoveram a mudança de governo. O Brasil, como advindo de um país colônia, apenas replicou a ideologia dominante do seu tempo. Então, fiquem cientes de que o Brasil Paralelo reforça um perfil ideológico que cria um passado histórico para promover seu campo ideológico, vendendo o passado para, evidentemente, lucrar sobre ele, e aqui a empresa se mostra insuficiente para um debate historiográfico relevante sobre o Brasil; então, é aquilo que o nome já diz – o Brasil Paralelo vive na sua realidade paralela…

O Capitalismo no Império do Brasil

Eu vou começar pelo tema da economia; acho que é importante para desmantelar essa ideia do Brasil Imperial como uma representação da grandeza do nosso país e, para isso, vamos comparar brevemente com a economia da verdadeira potência econômica americana do século XIX – os EUA. O Brasil agrário até tentou modernizar a sua economia na chamada Era Mauá; porém, a elite dominante cafeeira aceitou sua posição subserviente à economia global, ou seja, de abastecedor dos mercados industrializados através do café (combustível do trabalhador). Mais da metade da riqueza do Império vinha de uma monocultura escravista – das plantações de café a partir da mão de obra escravizada.
E, se é possível resumir a economia durante o Império, é importante citar Paula (2012), quando ele afirma que o período imperial representou a consolidação de uma realidade autônoma na economia que favoreceu uma prática que enfraquecia a distribuição primária de renda e que, por isso, levou a grandes discrepâncias entre o processo de industrialização brasileiro e o estadunidense, por exemplo. Podemos observar o número de proletários nos EUA em 1869, que era de mais de 2 milhões, números alcançados no Brasil apenas na década de 1960. Paula (2012) também afirma que houve, no Império, um processo de modernização, urbanização e industrialização, assim como leis que favoreciam o capitalismo mercantil, como o Código Comercial de 1850, a Lei de Locação de Serviços de 1879 e políticas que incentivaram a imigração e a expansão de ferrovias; porém, essas práticas não foram acompanhadas de políticas sociais que ampliassem as possibilidades de melhoria de vida da população em geral. Um exemplo é a própria abolição da escravidão no Brasil, ocorrida somente em 13 de maio de 1888. Então, a elite cafeicultora não promoveu a distribuição das suas riquezas e, por isso, limitou o processo de crescimento econômico brasileiro durante o Império – a culpa do imperador foi permitir essa autonomia desde o princípio.

O Enfraquecimento do Império

O Império do Brasil foi, em grande parte da sua existência, o representante da elite econômica brasileira, que se apoiava na instituição imperial para poder promover seus interesses econômicos. Dessa forma, não podemos pensar em Império sem pensarmos na manutenção da elite do café fluminense (a mais tradicional) e no uso de mão de obra escrava. É óbvio que a corrida para a Lei Áurea era uma estratégia do Império para modificar sua base de apoio, pois a futura elite econômica era paulista e baseada num forte sentimento republicano; além disso, a instituição católica já estava afastada do imperador, preferindo respeitar as bulas papais, ou seja, Roma. Mas o pior para o Império eram os novos oficiais do Exército. A Guerra do Paraguai fortaleceu a instituição do Exército brasileiro, e a integração dos brasileiros com argentinos e uruguaios mostrou a eles o poder que os militares tinham nas chamadas repúblicas da Argentina e do Uruguai – o republicanismo entrava com força no Exército brasileiro, principalmente através do jovem oficialato, atraído pelo positivismo de Augusto Comte.
Dom Pedro II, considerado moribundo por grande parte da população, deixou sua filha Isabel diversas vezes como regente, a fim de permitir uma aceitação desta como imperatriz – e aqui é importante lembrarmos que ela era uma mulher e, só por isso, já havia muita rejeição à sua figura – nem preciso dizer que seu marido era francês e considerado uma figura horrível para o país. Enfim, talvez se a abolição da escravidão fosse feita por ela, pelo menos a base popular se tornaria uma nova base de apoio ao Império – mas, como podemos ver na frase de Aristides Lobo – “O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditaram seriamente estar vendo uma parada.” A população brasileira não tinha condições de opinar e muito menos de ditar os rumos da política nacional.
Tradicionalmente, nós apontamos a perda da base do Império como motivações que precederam a sua queda, como na questão religiosa, que culminou na prisão de dois bispos que agiram desrespeitando o padroado de D. Pedro II, ou seja, a ideia de que era D. Pedro II o maior chefe da Igreja do Brasil em detrimento do papa, e esses bispos passaram a perseguir a maçonaria, como o papa ordenara, contrariando o imperador. Como já dito, os militares passaram a ter ideais republicanos desde o fim da Guerra do Paraguai, e esse descontentamento só aumentava com o aumento de prestígio dado à Guarda Imperial e com a prisão de militares republicanos que manifestavam suas ideias – e esse descontentamento era tão grande que os militares criaram um Clube Militar para fortalecer sua própria instituição. E a questão abolicionista, que afastava o já desgastado setor econômico cafeicultor fluminense (Rio de Janeiro), que exigia indenizações a seu favor pela abolição. Todos esses elementos enfraqueceram o Império, pois lhe retiraram a religião, o poder militar e o dinheiro; somados a isso tudo, no mundo predominavam os ideais republicanos, ou seja, República era sinônimo de modernidade, de progresso!
Então, chegamos a 1889 numa conjuntura interna de enfraquecimento da base do Império, que sequer conseguiu transicionar sua base de apoio para a questão popular, pois suas práticas políticas afastavam (como sempre) o povo do seu governo. Há uma ideia geral de que, com a Proclamação da República, o povo teve menos espaço ainda; porém, vamos lembrar que o próprio Império foi o motor da limitação popular nas decisões, haja vista a Lei Eleitoral de 1881, que, liderada por Saraiva Cotegipe (Presidente do Conselho de Ministros, equivalente ao Primeiro-Ministro), promoveu uma reforma que reduziu o número de eleitores de mais de um milhão em 1872 para apenas 96 mil nas eleições legislativas de 1881. O povo, bestializado, sempre assistiu às ações políticas promovidas pelas elites no Brasil.

O Império vai bailar

Até agora, eu meio que excluí o povo desse processo, assim como Aristides Lobo – “O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava […]” – e isso aconteceu porque eu não consigo mensurar a participação popular em processo algum dessa proclamação. E serei sincero: dificilmente vamos conseguir observar sob a perspectiva do povo da época, mas nós também não conseguimos ver as senzalas, os casebres, os cortiços, os pelourinhos; enfim, o tempo infelizmente corroeu essas violências do Império, mas manteve os grandes casarões, palácios, principais vias e obras, e assim muitos de nós imaginam o Império como uma época gloriosa e entendem a mudança de poder como um retrocesso, uma barbárie, um crime contra a família imperial.
A agonia do Império existia por enfraquecimento interno, cujos elementos falei anteriormente, e também pela conjuntura internacional, que via na República um modelo de progresso frente ao Império. Lembro que, em 1889, comemorava-se o centenário da Revolução Francesa, e o Império estava lá, na Exposição Universal de Paris, ocupando um grande pavilhão; e o mais curioso disso tudo é que o Brasil era o único Império presente na exposição, que valorizava o movimento republicano. Claro, nesse mesmo ano, D. Pedro II ganhava sua biografia e o Império conseguia ocupar grandes espaços na Grande Encyclopédie, graças ao barão do Rio Branco, o diplomata que conquistaria o Acre para o país anos mais tarde.
Essas elites, que valorizavam a França, a ideia de progresso e de República, viam erros no governo liberal do Visconde de Ouro Preto, que estava na presidência do Conselho de Ministros justamente para apaziguar o forte e rico movimento republicano. Uma das ações de Ouro Preto foi a criação da Guarda Negra, um instrumento de força para proteger o Império, composta exclusivamente por negros. A resposta dos republicanos foi a do embate, pois ficaram pasmos com a importância dada pelo Império aos ex-escravizados, como o famoso Rui Barbosa, que os chamou de “um troço de maltrapilhos entoando vivas à monarquia e ao Partido Liberal” (SCHWARCZ; STARLING, 2015, p. 312).
Havia, no segundo semestre de 1889, um sentimento de “anarquia” com relação a D. Pedro II na capital do Império (Rio de Janeiro). Além dos gritos de “Viva a República!” terem se tornado constantes, o imperador sofreu até mesmo um atentado, quando supostamente o português Adriano do Vale atirou contra a sua carruagem na saída do Teatro Santana, tudo em consonância com os jornais, que fomentavam a intenção de D. Pedro II abdicar em razão de Isabel, lembrando sempre que havia um forte descontentamento com relação a essa ação, ou seja, fortalecia a ideia de que ninguém queria Isabel como imperatriz. A resposta do Império piorava tudo: em 15 de outubro, em comemoração às bodas de prata da princesa, mais de 1.500 membros da Guarda Negra desfilaram na capital, fomentando as discussões dentro do Exército através do Clube Militar.
Nesse contexto, Ouro Preto decide mostrar a grandeza do Império promovendo um grande baile à delegação chilena que estava no Brasil a partir do navio Cochrane. Então, o baile, realizado na Ilha Fiscal, tem toda a sua pompa e grandiosidade mostradas a partir do jornal O Paiz, o maior em circulação naquele tempo. É de lá que nós conseguimos ver um relato detalhado sobre os transportes de convidados para o baile, sobre as comidas, bebidas, comportamentos e vestimentas – também é nesse baile que, ao tropeçar na entrada, o imperador solta a frase: “A Monarquia escorrega, mas não cai” – e assim o baile segue madrugada adentro, enquanto muitos espectadores curiosos observavam as barcas a vapor levando os convidados para o palácio iluminado da ilha, ou esperando o show de foguetes. Porém, nas edições dos dias 10 e 11, o baile simplesmente foi ignorado pela maioria dos jornais republicanos da época e, no domingo (dia 10), na casa do marechal Deodoro da Fonseca, um grupo de republicanos como Benjamin Constant, Sólon Ribeiro, Quintino Bocaiúva, Francisco Glicério, Aristides Lobo e, claro, Rui Barbosa tentava convencer o marechal a derrubar o Império.

O Fim!

Daquela reunião, no dia 10 de novembro, decidiu-se que os militares liderados por Deodoro da Fonseca fariam o movimento de rompimento com a monarquia. Apesar de os republicanos paulistas representarem uma parcela importante de oposição à monarquia, eram os militares, sediados na capital imperial e bastante descontentes, que fizeram a ação definitiva, pondo fim à Monarquia no Brasil. Aqui é importante salientar que os militares haviam planejado o golpe para o dia 20 de novembro.
É na madrugada de 15 de novembro que boatos sobre prisões de líderes republicanos chegam aos ouvidos de Deodoro, que se convence da necessidade de retirar Ouro Preto da presidência do Conselho de Ministros em razão da prisão iminente de Sólon Ribeiro (o que se mostrou pura boataria mais tarde). Então, no Paço do Ouvidor (atual Praça da República), na capital, Deodoro partiu com alguns militares e membros da Marinha e, ao se concentrarem na praça, juntaram-se a outros republicanos como Quintino Bocaiúva e Benjamin Constant. De lá, por volta das 9 horas da manhã, Deodoro manda comunicar a Ouro Preto que seu governo fora destituído e que ele deveria se retirar da sede do governo. Somente às 11 horas, entendendo o que acontecia, Ouro Preto telegrafa para o imperador (que estava em Petrópolis) e solicita a sua vinda para a capital de forma imediata. A família real, em peso, chega ao Paço às 15 horas, esperando uma reunião com Deodoro. Mal sabiam eles que Deodoro passou mal e foi para casa, meio que debilitando as ações dos republicanos.
Durante aquela tarde, Benjamin Constant articulava com as forças da Marinha e conclamava a população pedindo apoio, enquanto outras lideranças, como José do Patrocínio (vereador da capital), lançavam um projeto de apoio à queda da monarquia pela Câmara dos Vereadores, apoiado por diversos populares. Ah, quando falo do povo e de apoio popular, quero lembrar que grande parte do relato do golpe e da proclamação veio de jornais republicanos, que omitiram a fraqueza de Deodoro e exaltaram a participação popular; mas evitemos pensar em um Deodoro imponente e uma população participativa e decisiva: ela foi meio que uma massa de manobra.
Bom, chegamos às 17 horas, quando a família imperial jantava, abastecida pelo Hotel do Globo, esperando, é claro, uma reunião com Deodoro e a formação de um novo governo. Mas Deodoro não aparece; ele nunca mais vai falar com D. Pedro II. Às 18h30, Ouro Preto é preso provisoriamente, quando as lideranças republicanas suspeitam que ele articulava outro gabinete para o Império junto aos liberais. Essas lideranças republicanas, Benjamin Constant, Quintino Bocaiúva, Botelho Magalhães e Deodoro da Fonseca, observaram certo apoio popular ao marcharem pelas ruas da capital e, assim, às 19 horas, um oficial proclamava pelo Rio de Janeiro: “O general Deodoro manda dizer que o povo pode ficar tranquilo. A cidade está entregue à guarda do 7º Batalhão de Infantaria e morrerá o ousado que tentar arrombar uma porta.”
Então, um governo provisório e um texto conclamando a proclamação são enviados para todo o país, saudando a República e seus primeiros líderes – que não surgira de uma revolução, e sim de um golpe, mas que não representou um retrocesso, e sim uma nova esperança para um povo excluído do cenário político do Brasil. Ah, quase esqueci: a família real foi exilada durante a madrugada do dia 16, evitando qualquer contragolpe por parte dos monarquistas. Dom Pedro II saiu com um misto de fúria quando soube do seu exílio imediato: “Não sou negro fugido. Não embarco nessa hora.” E também frases prontas, inspiradas nas suas leituras sobre Napoleão – “Abandono este país que tanto amei” – e blá blá blá… E assim a monarquia embarcava para Portugal durante a madrugada.
Resumindo, o processo de ruptura política no país foi resultado da mudança das forças dominantes: a era dos barões do café fluminense dava lugar à dos republicanos paulistas que, associados “provisoriamente” aos militares, fundavam um novo tipo de governo. Foi um golpe que culminou numa proclamação, formando um governo provisório composto destes membros:

Marechal Manoel Deodoro da Fonseca — Chefe do governo provisório.
Aristides da Silveira Lobo — Ministro do Interior.
Ruy Barbosa — Ministro da Fazenda e encarregado da Justiça.
Tenente-coronel Benjamin Constant Botelho de Magalhães — Ministro da Guerra.
Chefe da esquadra Eduardo Wandenkolk — Ministro da Marinha.
Quintino Bocayuva — Ministro das Relações Exteriores e, interinamente, da Agricultura, Comércio e Obras Públicas.
Dr. Campos Salles — Ministro da Justiça.
Dr. Demétrio Ribeiro — Ministro da Agricultura.

E, na manhã de 16 de novembro, os jornais começavam a publicar o texto da proclamação, assim como contavam o episódio com muito heroísmo e populismo embarcado. A República dos Estados Unidos do Brasil nascia numa conjuntura internacional que favorecia a ideia de República; não esqueçamos que a maior delas estava no norte do continente e, na Europa, a República Francesa comemorava o centenário da Revolução. E por aqui, o que vai acontecer? Essa é uma longa história, mas eu contarei ela por aqui também.

Referências Bibliográficas

BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil). Brasiliana Fotográfica. Acervo de fotografias históricas. Disponível em: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/. Acesso em: 15 jan. 2026.

CARVALHO, José Murilo de (org.). A construção nacional: 1830–1889. v. 2. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.

DE PAULA, João Antônio. O processo econômico. In: CARVALHO, José Murilo de (org.). A construção nacional: 1830–1889. v. 2, parte 4. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.

ENTENDA a história do feriado da Proclamação da República. Brasil Paralelo. Disponível em: https://www.brasilparalelo.com.br/noticias/entenda-a-historia-do-feriado-da-proclamacao-da-republica. Acesso em: 10 jan. 2026.

ENTENDA a República Brasileira. Brasil Paralelo. Disponível em: https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/republica-brasileira. Acesso em: 10 jan. 2026.

O PAIZ. Proclamação da República. Rio de Janeiro, ano VI, n. 1866, 16 nov. 1889. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_01/7982. Acesso em: 12 jan. 2026.

SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

WIKIPÉDIA. Aristides Lobo. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Aristides_Lobo. Acesso em: 12 jan. 2026. Fonte secundária utilizada para contextualização biográfica, diante da indisponibilidade da fonte original.