História
Por João Henrique Couto Scotto
Em 2013 um exclusivo para Xbox surgia, falo de Ryse: Son of Rome e, um jogo estilo “God of War”, uma campanha de matança ambientada no Império Romano, claro, não chega nem aos pés do nosso querido jogo do Kratos, era repetitivo, cheio de clichês, mas graficamente muito bem feito – Ryse: Son of Rome envelhece bem nesse quesito. Dentro da narrativa e design, nós temos uma mensagem muito errada sobre Roma, cujo jogo dá a entender que o Império estava ameaçado e colapsando durante todas as suas 8 campanhas. A Ideia é entender a Queda do Império Romano a partir dessas representações, buscando entender melhor como essa suposta “queda” aconteceu.
A primeira coisa é definir a nossa ideia de ‘queda do Império Romano’ como um processo onde a centralização do poder e dos interesses do Império Romano deixam de estar localizados na cidade de Roma, afinal de contas, se pensarmos realmente no fim do Império Romano, podemos imaginar o ano de 1453 e a Queda de Constantinopla, pois mesmo apelidado de Império Bizantino por autores ocidentais, o endônimo (como o povo chamava o lugar) deste Império foi Romano até seus últimos dias.
A PRIMEIRA QUEDA DE ROMA – O ÉDITO DE CARACALA
No jogo Ryse: Son of Rome, nós já começamos com nosso “Kratos romano”, o personagem principal do jogo, chamado de Marius Titus. Ele ajuda a proteger Roma de invasores bretões e celtas, inclusive o imperador daquele tempo é Nero, que sai correndo em seu palácio escondendo-se. E isso não tem absolutamente relação nenhuma com a História Romana: os povos existiram, o imperador também, mas jamais num contexto parecido com este. Aliás, nessa primeira cena, mostra que, no fim do Império Romano, havia uma relação entre Eles e Nós, ou seja, bárbaros e romanos pertenceriam a mundos completamente distintos. Mas a primeira “queda de Roma” não foi assim.
Para explicar melhor essa primeira queda de Roma, eu vou abordar primeiramente a posição da historiadora inglesa Mary Beard, que em seu livro SPQR decide encerrar a primeira parte da História de Roma em 212 d.C., ano em que o imperador Caracala decreta a extensão da cidadania romana a todos os habitantes livres do Império — mais de 30 milhões de pessoas (Édito de Caracala). Não sabemos os reais motivos, alguns historiadores clássicos afirmam que era para captar mais recursos, porém, esse movimento decreta uma transformação profunda das relações em Roma.
A partir daí a diferença de classes vai se manter, não mais entre aqueles que tinham ou não a cidadania, mas entre ricos e pobres – honestiores (honoráveis) e humiliores (inferiores), em que os honestiores eram isentos de punições cruéis como crucificação, por exemplo. Na verdade, essa dinastia Severa, da qual Caracala fazia parte, era frágil porque seu pai havia meio que criado a fantasia de que eles eram herdeiros de Marco Aurélio, e a partir daí um mundo de conspirações vai surgir e inclusive o próprio Caracala será morto em 217.
E aqui vem a questão que ela retrata: a Crise do século III tem início e aquela Roma, como todos conheciam, simplesmente não será mais assim, e não pela ausência de obras monumentais – haverá o arco do Triunfo de Constantino em 315, mas, mesmo assim, o centro do poder romano não será mais lá. Imperadores governarão por decretos, ficarão em outras regiões e até vão mudar de capital: Milão, Ravena, Constantinopla. Ou seja, aquele Império Romano acabou durante o século III, e com Caracala nós temos um momento de rompimento com a tradição imperial antiga bem importante em 212.
A SEGUNDA QUEDA DE ROMA – A CRISE DO SÉCULO III
Voltamos ao jogo, e nele nós temos um evento trágico para a vida do nosso “herói” Marius Titus. O pai dele é assassinado a mando do imperador, e apesar de estar tudo errado nesse jogo, cuja narrativa é bem ruim, o pai de Marius, o senador Leontius, acaba morto por defender a tal “honra” militar romana. Claro que eu não vou dar spoiler, mas a narrativa do jogo envolve uma grande trama conspiratória. E isso nos leva a uma causa importante para a queda de Roma, as conspirações.
A conspiração sempre esteve presente na História Romana, cujo mito fundador (Rômulo e Remo) simplesmente aceitava o assassinato de um irmão pelo outro. E eu posso, somente com uma frágil memória sobre a história romana, elencar uma série de assassinatos conspiratórios, cujo mais famoso certamente foi o de Júlio César nos idos de março de 44 a.C. Aliás, o próprio Caracala tomou o poder matando seu irmão, e posteriormente foi morto pelo seu próprio oficial da guarda enquanto estava na beira da estrada “obrando”, durante a campanha militar contra os partos. Enfim, a “tal” dinastia Severa terminaria em 235 com Alexandre Severo, que acabou sendo assassinado, mesmo conseguindo um razoável período de governo. E assim, nós teremos um longo período de instabilidade, com imperadores famosos por ficarem meses no poder. Só para termos uma ideia, entre 235 e 284 Roma teve mais de 20 imperadores.
Por isso, nós temos uma gradual preocupação dos imperadores em deixar o comando das legiões para os equestres – membros da elite romana, porém abaixo dos senadores – a ideia era evitar ser “traído” por um senador concorrente em potencial. Por isso, nós passaremos a ter os imperadores junto aos seus exércitos em campanhas militares, e o poder que antes era centralizado em Roma vai se esvaindo, assim como a influência do senado nas decisões do império e seus imperadores. Como o exército era a garantia de sobrevida do imperador, e com isso os imperadores viviam em campanhas militares – ou seja, longe de Roma –, há uma necessidade cada vez mais latente de divisão de atividades dentro do império, e isso pode ter motivado Diocleciano a criar um sistema conhecido como Tetrarquia, onde o império foi dividido em duas seções no oriente e duas no ocidente, cada uma com um Augusto e um César o auxiliando no poder. Tá certo que o sistema durou apenas vinte anos, mas a necessidade de divisão do poder no Império já estava latente.


A TERCEIRA QUEDA DE ROMA – CONSTANTINOPLA
Como vocês vão perceber, em Ryse: Son of Rome, a cidade de Roma é ameaçada constantemente e dá a entender que se Roma “caísse” o império terminaria. Mas pensando nessa ameaça a gente pode pensar na necessidade do Império Romano em manter a sua capital em Roma. E caso ela fosse tomada, o império terminaria. E aqui, o jogo mostra esta centralização e uma necessidade desesperada para salvar a cidade e consequentemente o Império. Mas aqui, nós vamos abordar que a queda de Roma não representa a queda do Império Romano. Neste momento, é legal pensarmos noutra capital romana importante – falo de Constantinopla.
O sistema de Tetrarquia que falamos antes acabou fracassando, a culpa, foram dos filhos daqueles “augustos e césares” do ocidente e oriente. Por exemplo, desde a morte de Constâncio em Iorque, seu filho, Constantino assume o poder, porém, há conflitos com Licínio (augusto do Oriente) e em 313 há um tratado de paz em Milão (viram que Roma não faz parte da rota política de ambos) onde além da paz, nós temos um tratado religioso que permitiu o cristianismo, desde que este tenha que professar o bem do Império. Constantino era cristão, assim como muitos de seus soldados.
E aqui cabe um parênteses – eu não acredito na teoria de Edward Gibbon de que o cristianismo foi uma das causas da queda de Roma, porque foi a incessante busca pela paz que aplacou a tradição de conquista romana, desencorajando sua característica belicosa. Na verdade, o ocidente era muito menos cristão que o oriente e terminou primeiro. E o cristianismo não pacifica ninguém, as Cruzadas, as Guerras Justas, enfim, até mesmo os conflitos atuais contra o mundo islâmico mostram que o cristianismo não tem essa capacidade pacificadora, é que Gibbon viveu no auge do iluminismo, daí a ênfase em criticar a religião.
Voltando à questão, Constantino – cristão – volta a disputar o poder com Licínio e o derrota em 324, consolidando seu domínio sobre todo o império. A partir daí, há uma vontade de construir uma capital no oriente para poder enfrentar com maior capacidade a ameaça persa. Deste modo, assim como Alexandre nomeou Alexandria, Constantino criava em 330 a cidade de Constantinopla, importando diversos monumentos e até obeliscos como o de Karnak (Egito) para a sua nova cidade. Até o ano de sua morte, em 337, Constantino foi transformando Constantinopla numa “Nova Roma” do Império, projeto consolidado por seu filho Constâncio II, ele vai criar um novo Senado na cidade, competindo com o poder do ocidente.
Após a morte de Constantino, seus filhos voltaram a dividir o poder no Império, num sistema inspirado na antiga Tetrarquia, e por isso, ainda não havia uma “nova” capital exclusiva do Império chamada Constantinopla. O que nós percebemos é uma fragmentação do poder neste período, por exemplo, na época de Valentiniano e Valente, tanto no ocidente quanto no oriente, os imperadores deveriam locar seus exércitos próximos a regiões ameaçadas por invasões estrangeiras, desta forma, nós temos no ocidente uma nova “base” operacional, a cidade de Tréveris, na Gália. No oriente, o centro de poder se dividia entre Antioquia e Constantinopla.
Mas tudo começa a mudar. A morte de Valente (augusto do Oriente) na batalha de Adrianópolis em 378 traz uma severa mudança de poder, pois o seu sobrinho Graciano – filho de Valentiniano – coloca o general Flávio Teodósio como imperador do Oriente. O assassinato conspiratório de Graciano em 383 e a subsequente revolta no ocidente forçam Teodósio I a punir os traidores e, em 394, por um breve período, unificar o Império sob a sua tutela. Desde a sua ascensão Teodósio I tinha a intenção de implementar o cristianismo no Império, e de fato, desde 380 o cristianismo era a religião oficial do Império Romano. Em 395 Teodósio divide o Império entre seus filhos, e com isso, nós temos o Império Romano do Oriente com sede em Constantinopla e o Império Romano do Ocidente, governado por seu filho Honório a partir da cidade de Milão.


A QUARTA QUEDA DE ROMA – AS INVASÕES BÁRBARAS
Aqui vem o super clichê do jogo, onde invasões bárbaras lideradas pela princesa Boudica e seu pai Oswald atacavam Roma com milhares de hordas bárbaras, alimentadas por catapultas que bombardeavam a capital. Além disso, os personagens representados parecem estilizados como selvagens furiosos voltados à vingança e violência, por um lado, e por outro, o Imperador Nero e seus filhos se mostram impositivos, preferindo a violência e morte dos líderes germânicos, como no assassinato de Oswald do que a diplomacia. Aliás, as cenas de invasão no primeiro e último capítulo contrastam com as políticas entre Romanos e os demais povos fronteiriços. A história Romana não era baseada em sua maioria das vezes em missões militares de aniquilação, pelo contrário, era o forte aparato diplomático que permitia a Roma manter o controle de muitas fronteiras.
Entre 24 e 27 de agosto de 410 Roma era invadida por milhares de Godos liderados pelo rei Alarico. Eles pilharam as casas dos senadores e da capital romana, levando milhares de moedas de ouro e objetos valiosos, até a irmã do imperador Honório foi sequestrada, tamanha foi a invasão que Roma havia sofrido. Enquanto isso, Honório vivia em Ravena, protegido dos Godos (ou Visigodos que seriam os godos do oeste), por uma região naturalmente pantanosa, esperando os reforços do Oriente. O saque e pilhagem da cidade não foi consequência da barbárie e violência de povos germânicos, ao contrário, ela mostrou a incapacidade de Honório ter negociado com Alarico.
Estas invasões bárbaras não foram consequência de uma cultura primitiva voltada à guerra buscando se alimentar no próspero Império Romano. Na verdade, havia o fator fome, e como Alarico não era um rei-deus ou hereditário, ele vivia pressionado pelo seu próprio exército, então, ao falhar nas negociações por terras férteis para seu povo, Alarico invade o Império Romano, e as lutas permanecem até que o governo de Honório e do general Constâncio concede uma porção de terras e uma fonte alimentar para fixar os visigodos em 418. Esse desespero dos Godos por novas terras era devido à pressão exercida pelos Hunos, um império que atravessou as estepes euroasiáticas, relocando muitos povos da região.
Aliás, os Visigodos (ou godos) serão os primeiros a formalizarem um reino dentro do Império Romano, auxiliando os romanos a expulsarem outros povos invasores como os próprios hunos na Batalha dos Campos Cataláunicos em 451 quando o rei visigodo Teodorico I vai ajudar o general Flávio Aécio a conter o avanço de Átila na Gália. Átila morre precocemente em 453 e toda a confederação tribal criada por ele e alimentada por um intenso fluxo de ouro cobrado do Império Romano do Oriente será desfeita.
E aqui é interessante analisarmos a tese de Peter Heather em sua obra – A Queda do Império Romano – onde ele aborda que o avanço Huno a partir de 370 para a Europa pressiona os povos germânicos fronteiriços ao Império para que estes buscassem novas terras dentro do Império Romano. O autor não culpa a fraqueza militar romana, na verdade, ele argumenta que essa força militar até então era suficiente para as fronteiras do Império, porém, após essa “avalanche” dos hunos, os povos fronteiriços são pressionados a buscar novos espaços, e por manterem uma forte troca cultural e mercantil com o Império Romano, estes povos ditos “bárbaros” como os Godos, Vândalos, Alanos, Suevos (entre outros), possuíam uma organização militar e armamento tão avançados como os dos romanos, inclusive, feitos pelos próprios. Não pensemos em exércitos bárbaros como em Ryse: Son of Rome nos mostra, as estratégias e os armamentos eram similares.
Por fim, é interessante pensarmos na invasão dos Vândalos em 455, estes, liderados por Genserico, ficaram 14 dias dentro de Roma, pilhando o que conseguiram, sequestrando a imperatriz viúva e suas filhas. Este grande saque, que só não teve Roma queimada graças à intervenção do papa Leão I (o mesmo que três anos antes havia se encontrado com Átila) que em troca da promessa de não-violência, abriu os portões de Roma para a invasão. No nosso imaginário, a violência foi tão significativa que a palavra vandalismo se origina da destruição de um bem comum, porém, essa ação foi planejada, a tomada de Roma foi feita a navio, foi um grande ataque anfíbio que pegou os romanos de surpresa, ou seja, havia uma grande organização social e militar que provinha de Genserico. Aliás, essa invasão começa em 439, quando Genserico toma de surpresa a cidade comercial de Cartago, sufocando as fontes do governo de Ravena que provinham da África, como o ouro para pagar os soldados e os alimentos. Para muitos, o golpe fatal para Roma foi a perda do norte da África para os Vândalos, pois, sem condições de pagar seu exército, o imperador do ocidente passou a governar a partir de alianças com povos estabelecidos na península itálica.





A QUINTA QUEDA DE ROMA – O CLÁSSICO FIM EM 476
Além do jogo, existem muitas interpretações sobre a queda do Império Romano do Ocidente por aí, que parecem consolidadas, mas na verdade não são! Por exemplo, a tal “inflação” que subia drasticamente o preço dos alimentos e demais itens no Império, ocorreu de forma drástica no período entre 235 e 284, e inclusive com Constantino e a adoção da moeda de ouro robusta (Solidus) comprova-se que a questão inflacionária havia sido resolvida. Outra questão era que Roma caiu quando seu sistema escravista acabou. Na verdade, com a diminuição da mão de obra escravizada, foi criada outra forma de dependência – o colonato – que vinculava o trabalhador na terra da mesma forma, demonstrando que a questão escravista não havia sido o suficiente para determinar o fim de Roma. Quanto à corrupção como fundamento que determinou o fim do Império do Ocidente também não procede, pois a corrupção existia em larga escala tanto nos povos aliados quanto adversários, e isso desde os primórdios da monarquia.
O que nós temos de fato são alguns argumentos que podem ajudar a entendermos que dinâmicas determinaram a queda de Roma, e isso nós trabalhamos em todas as quedas de Roma. Por exemplo, a redefinição da sociedade romana a partir do édito de Caracala certamente alterou o papel dos romanos e itálicos ao longo dos séculos, possibilitando a construção de governos deslocados de Roma. Da mesma forma, os intensos conflitos entre senado e imperadores em decorrência da crise do séc. III forçou duas transformações nos modelos de governo imperial, o deslocamento contínuo do imperador o mais próximo do seu exército e a anulação do senado a partir da nomeação de generais equestres. Por isso, percebemos que mesmo antes de Constantinopla ter sido criada, o poder centralizado em Roma já deixara de existir. Por fim, pensamos nas invasões bárbaras como fenômenos externos, criados não pela fraqueza de Roma, mas pela pressão dos hunos que vinham das estepes euroasiáticas. Os povos fronteiriços do Império já possuíam uma organização social, militar e um conhecimento tecnológico similares e apropriados dos próprios romanos, tornando possível uma invasão em larga escala, inclusive com negociações por territórios dentro do Império. E por fim, a queda de Roma no ocidente ocorre a partir da perda do norte da África, o que enfraquece a economia e a capacidade de manutenção dos exércitos da península itálica.
Por todos estes motivos podemos chegar ao derradeiro (tradicional) fim do Império Romano do Ocidente, que tem início quando o general romano Flávio Orestes coloca seu filho Rômulo Augustulo na posição de imperador de Roma em outubro de 475. Este general havia traído o então imperador Júlio Nepos naquele ano, e por temer a negativa de Constantinopla, ele colocou seu filho que deveria ter entre 12 e 14 anos. O exército de Flávio Orestes era composto de povos confederados, ou seja, de uma aliança com os povos germânicos que habitavam a Itália. Percebendo tal fragilidade, o contingente dos povos que haviam fugido dos hunos como os hérulos, esciros, rúgios e túringios, liderados por Odoacro, exigiram um terço das terras da península. Preocupado em manter o apoio dos senadores (proprietários de grande parte destas terras) Flávio Orestes nega a proposta, e assim, em 476 Flávio Orestes é cercado e seu filho acaba sendo deposto do trono. Odoacro assume o governo da Itália e notifica o imperador de Constantinopla de que o Ocidente não precisava mais de um imperador próprio, devolvendo as insígnias imperiais. A partir daí, surge a data de fim do império romano mais famosa de todas, convencionada como o fim da Idade Antiga e o fim do poder da Cidade de Roma.
Referências
BEARD, Mary. SPQR: uma história da Roma antiga. Tradução de Cássio de Arantes Leite. São Paulo: Planeta do Brasil, 2016.
CRYTEK. Ryse: Son of Rome. Publicado por Microsoft Studios. Redmond: Xbox Game Studios, 2013. Jogo eletrônico (Xbox One).
GIBBON, Edward. Declínio e queda do Império Romano. Edição abreviada. Tradução de José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
GOLDSWORTHY, Adrian. Em nome de Roma: os conquistadores que formaram o Império Romano. Tradução de Claudio Carina. São Paulo: Crítica, 2016.
HEATHER, Peter. A queda do Império Romano: um novo estudo da história de Roma. Tradução de Alexandre Martins. Lisboa: Edições 70, 2008. (Edição consultada: La caída del imperio romano. Barcelona: Crítica, 2006).