História
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O que é História?
Vídeo
Apresentação
QUESTÕES
História, memória e mediação
Um material didático propõe que a História seja ensinada prioritariamente a partir de memórias individuais e relatos pessoais, argumentando que essa abordagem evita distorções causadas por interpretações acadêmicas e aproxima o estudante da “verdade histórica”.
Do ponto de vista da História como campo científico, o principal problema dessa proposta reside no fato de que ela
História, tempo presente e uso do passado
Em debates contemporâneos, certos períodos históricos são apresentados como exemplos de ordem ou valores perdidos, sendo mobilizados para criticar transformações atuais.
Essa forma de recorrer ao passado é problemática para a História porque
O quadro Independência ou morte está localizado no Salão Nobre do Monumento do Ipiranga. Construído entre 1885 e 1890, o edifício-monumento tinha como objetivos reforçar o 7 de setembro como episódio que promoveu o “nascimento do Brasil”, apresentar D. Pedro como herói nacional e construir uma memória positiva do Império. O prédio, hoje Museu Paulista da USP, fechado desde 2013, será reaberto ao público em 2022, no marco das rememorações do bicentenário da independência do Brasil.
Considere as afirmações abaixo, sobre a conformação da memória da independência.
I – A narrativa gloriosa do Império e de D. Pedro, presente na tela e no edifício-monumento,
foi elaborada em uma conjuntura de crise da monarquia e de intensificação da propaganda
republicana.
II – A tela, mesmo executada décadas depois dos acontecimentos, representa um retrato fiel
dos episódios ocorridos na colina do Ipiranga, em São Paulo, em 7 de setembro de 1822.
III – O quadro contribuiu para a criação de uma imagem do “nascimento do Brasil” a partir da
heroicização do gesto de D. Pedro, representando emblematicamente o episódio do Ipiranga
como marco da independência do Brasil.
Quais estão corretas?
Resposta correta: (D) Apenas I e III
As afirmativas I e III estão corretas. A construção do Monumento do Ipiranga e a monumentalização da cena da Independência ocorreram em um contexto de crise da monarquia, marcado pelo avanço da propaganda republicana e pela necessidade de reforçar símbolos capazes de legitimar o Império.
Nesse sentido, o quadro não apenas representa um episódio histórico, mas contribui para a produção de uma memória oficial da Independência, baseada na heroicização de D. Pedro e na ideia de um “nascimento do Brasil” associado a um gesto individual e fundador.
A afirmativa II está incorreta porque a obra não é um retrato fiel dos acontecimentos de 1822, mas uma representação construída décadas depois, orientada por interesses políticos, estéticos e simbólicos próprios do final do século XIX.
História, memória e mediação
Um material didático propõe que a História seja ensinada prioritariamente a partir de memórias individuais e relatos pessoais, argumentando que essa abordagem evita distorções causadas por interpretações acadêmicas e aproxima o estudante da “verdade histórica”.
Do ponto de vista da História como campo científico, o principal problema dessa proposta reside no fato de que ela
Resposta correta: (B)
O problema da proposta não está no uso da memória, mas na substituição da análise crítica do passado pela experiência imediata, como se ela garantisse acesso direto à verdade.
A História é um conhecimento mediado, construído pela interpretação crítica das fontes. A banca espera que o estudante diferencie memória vivida de conhecimento histórico produzido.
História, tempo presente e uso do passado
Em debates contemporâneos, determinados períodos históricos são apresentados como exemplos de ordem, estabilidade ou valores perdidos, sendo mobilizados para criticar transformações sociais atuais.
Essa forma de recorrer ao passado é problemática para a História porque
Resposta correta: (C)
O problema não está em usar o passado, mas em transformá-lo em modelo moral universal, retirando-o de seu contexto histórico.
A História trabalha com processos situados e contraditórios. O uso normativo do passado simplifica a experiência histórica e empobrece a leitura do presente.
História, memória e mediação
Um material didático propõe que a História seja ensinada prioritariamente a partir de memórias individuais e relatos pessoais, argumentando que essa abordagem evita distorções causadas por interpretações acadêmicas e aproxima o estudante da “verdade histórica”.
Do ponto de vista da História como campo científico, o principal problema dessa proposta reside no fato de que ela
História, tempo presente e uso do passado
Em debates contemporâneos, certos períodos históricos são apresentados como exemplos de ordem ou valores perdidos, sendo mobilizados para criticar transformações atuais.
Essa forma de recorrer ao passado é problemática para a História porque
Considere as afirmações abaixo sobre a Revolução Farroupilha (1835-1845).
I - A revolução teve, entre suas causas, a insatisfação das elites estancieiras com os altos impostos sobre o charque e a exigência de maior autonomia para a província.
II - O conflito foi marcado por uma forte unidade ideológica abolicionista, que garantiu a libertação imediata de todos os escravizados que lutaram ao lado dos republicanos.
III - O Massacre de Porongos, em 1844, resultou no desarmamento e na morte de grande parte do corpo de Lanceiros Negros, evidenciando as contradições do movimento em relação à escravidão.
Quais estão corretas?
Explicação: A elite farroupilha não era abolicionista (invalidando a II). O movimento era liderado por estancieiros escravistas. O Massacre de Porongos confirmou a traição aos Lanceiros Negros para evitar que fossem libertados após o tratado de paz.