O que é História? Negacionismos, revisionismos e historiografia em debate.
Nosso primeiro tema do nosso espaço para estudos de História ENEM/UFRGS é destinado a entender o que é a História e como ela opera nos mais variados campos (científico, escolar, entretenimento, e no campo negacionista).
Primeiramente, eu peço que você leia com atenção o texto sobre o conteúdo, único material que irei disponibilizar no momento. Posteriormente, resolva as questões sobre o tema.
Questões (ENEM)
TEXTO I: Eu escolhi Bezalel e lhe dei competência e habilidade para fazer todo tipo de trabalho artístico...
TEXTO II: Moisés foi educado em toda a sabedoria dos egípcios e veio a ser poderoso em palavras e obras.
TEXTO III: Se conhecêsseis a ciência certa, logo renunciarias à ostentação.
Gabarito: E
Esta questão exige evitar o anacronismo. "Ciência" nos textos antigos refere-se à techné (técnica/saber fazer) aplicada à vida prática.
Moradores de Berlim protestaram contra a demolição de um trecho do muro que dividiu a cidade... Tratado como patrimônio cultural e histórico da cidade, o East Side Gallery... está na mira de uma construtora que pretende levantar um condomínio de luxo...
Gabarito: A
A questão trata do combate ao Negacionismo via preservação. O Muro é um "Lugar de Memória" (Pierre Nora). Derrubá-lo em favor de um condomínio (capital/lucro) é apagar a marca física do trauma histórico, violando a memória coletiva da cidade.
As capas dos folhetos de cordel... transformadas em clichês em Recife ou Fortaleza... o que levou a que santeiros e artesãos locais fossem requisitados para cortar na umburana...
Gabarito: D
O foco é a Cultura Material. O texto não fala sobre mudança nas histórias (narrativa), mas na aparência física dos folhetos. A xilogravura (feita na madeira umburana) conferiu uma nova identidade visual (estética) às publicações.
Axexê, um rito de passagem... No primeiro dia, foi colocada uma panela de barro... No terceiro dia, quatro pessoas... carregaram um lençol... que aparentemente continha um corpo...
Gabarito: A
O rito fúnebre (Axexê) no Candomblé não é o fim, mas a reintegração do ancestral. Ao praticar o rito, a comunidade reafirma seus laços, sua história e sua origem, garantindo a continuidade da memória coletiva do grupo.